Viajando pelo Brasil

Pictorial travel around the Brazil
Memory of the mid-twentieth century - 1950 circa
Eucalol series 256 a 279
Texto extraído do verso das estampas
Desenhos do artista Percy Lau
Das coleções do Rio de Janeiro

Bahia (série 268)

 
pag 02


Cacau


“O cacau é uma das grandes riquezas da Bahia que é o segundo produtor de cacau do mundo. A região do cacau é Ilhéus e Itabuna. O comércio do cacau dá um grande movimento aos portos de Ilhéus e Salvador.”

 

A Região Sul da Bahia e o Cacau
(antes da Vassoura-de-Bruxa)


A história da cacauicultura na Bahia se confunde com a própria história da região, pois o cacau fez o desbravamento para o interior, fundou cidades, formou gerações. O cacau criou uma civilização no sul da Bahia, um patrimônio, uma identidade histórico-cultural determinada pela atividade agrícola.Até 1930, a lavoura se desenvolveu a contento, quando, então, uma séries de problemas internos vividos pelo Brasil na República Velha e mais a situação econômica internacional, resultante da crise de 1929, deu início a um período de dificuldades crescentes para o produtor e a região. De 1930 até meados da década de 50, as dificuldades foram se acumulando, as crises eram cíclicas. Organismos estaduais e programas federais tentavam minimizar problemas agronômicos e financeiros que afetavam as lavouras. Em 1931, é criado o Instituto de Cacau da Bahia - ICB. A Cooperativa Central dos Agricultores do Sul da Bahia é fundada em 1942. Em 1957, os problemas estão agravados e a cacauilcultura vive a pior crise de sua história. A atividade cai a níveis anti-econômicos porque os preços do produto no mercado internacional estão muito baixos, a tecnologia para sustentar o seu desenvolvimento é insuficiente, o crédito é caro e escasso. Predomina a lavoura extensiva, infestada de doenças e pragas. Os agricultores endividados, sem recursos ou estímulos, são levados ao desânimo, muitos ao abandono do cultivo. O cacau era um produto-problema, considerado uma cultura sem perspectivas.


UM NOVO TEMPO

No auge dessa crise, a 20 de fevereiro de 1957, o governo federal cria a "Comissão Executiva do Plano de Recuperação Econômico Rural da Lavoura Cacaueira"- CEPLAC, com o objetivo de recuperar e racionalizar a lavoura. No início eram poucos funcionários reunidos numa 'comissão' provisória, com tarefa aparentemente emergencial a ser cumprida. E, também mínimas as adesões da primeira hora. No entanto não faltavam idéias, união, desejo de colaborar e construir. As críticas aos problemas deveriam ser exercidas antes de tudo, com interesse, trabalho e dedicação ao 'plano'. O crédito orientado foi o instrumento prioritário usado pela CEPLAC para recuperar uma lavoura em crise.

 

Através do crédito, os cacauicultores puderam empregar a tecnologia recomendada pela CEPLAC, modernizar e ampliar suas lavouras e dotar as fazendas de infra-estrutura apropriada para produzir mais, com menos custos. Durante quinze anos a CEPLAC prestou efetiva assistência financeira aos produtores de cacau.
FALANDO DO CACAU

O cacaueiro (Theobroma cacao) é uma espécie nativa da floresta tropical úmida americana, sendo seu centro de origem, provavelmente, as nascentes dos rios Amazonas e Orinoco. A partir do seu centro natural, o cacaueiro ultrapassou os Andes, formando as populações da Venezuela, Colômbia, Equador, países da América Central e México, como também se dispersou ao longo do rio Amazonas originando as populações encontradas no Brasil e nas Guianas. Do Brasil, o cacaueiro foi introduzido na África, sendo que as primeiras plantações ocorreram nas ilhas de São Tomé, Príncipe e Fernando Pó. Posteriormente, foi introduzido em Gana, expandindo-se por diversos países como Nigéria, Costa do Marfim, Camarões e Malásia, de onde provem hoje cerca de 70% da produção mundial de cacau. Na Bahia, o cacaueiro foi introduzido em 1746, pelo colono francês Luis Frederico Warneaux, que trouxe as sementes do Pará, doando-as a Antonio Dias Ribeiro. Estas sementes foram plantadas por Antonio Dias Ribeiro na fazenda Cubículo, situada à margem direita do Rio Pardo, na época pertencente à Capitania de São Jorge dos Ilhéus, atualmente município de Canavieiras. A fazenda Cubículo existe até hoje com plantações remanescentes das primeiras sementes ali introduzidas, pertencendo atualmente ao Dr. Augusto Reis.
 

Fonte:
http://www.orlandocruz.com.br/
cacau.html
Acesso em: 28/11/2005


Plantação de Fumo



“O fumo baiano de excepcional qualidade é considerado como um dos senhores do mundo. A indústria do fumo é uma das grandes fontes de renda do Estado e há, em pleno desenvolvimento inúmeras fábricas de charutos.”
 

O FUMO E SUAS ORIGENS
O fumo no mundo

Se o fumo constitui, hoje, um dos fatores mais importantes da economia de vários países do mundo, a sua origem permanece obscura à luz da pesquisa e da história. Para uns, o fumo seria originário das Américas; para outros, o tabaco designaria certas plantas já fumadas na Ásia, desde o séc. IX, provavelmente em cachimbos.
O certo é que Cristóvão Colombo testemunhou, em 1492, o hábito de fumar as folhas de tabaco, evidenciando que a história do fumo, na América, começa bem antes da chegada dos europeus. A hipótese mais provável é a de que a planta teria surgido nos vales orientais dos Andes bolivianos, difundindo-se pelo território brasileiro através das migrações indígenas, sobretudo do Tupi-Guarani.

Entre os Índios

Para os índios brasileiros, o fumo possuía caráter sagrado e seu uso era, geralmente, limitado a ritos mágico-religiosos e fins medicinais. Afirmavam que a planta curava feridas, enxaquecas e dores de estômago...

Consta que, das formas de consumo do fumo, os índios adotavam pelo menos seis usos diferentes: poderia ser comido, bebido, mascado, chupado, transformado em pó e fumado. Porém, dentre todas essas formas, o hábito de fumar era, seguramente, o mais relevante.

A Expansão pelo Mundo

No início de novembro de 1492, os companheiros de Cristóvão Colombo viram, pela vez primeira, os índios fumarem. Começara, desde então, a história de uma fantástica expansão. Em apenas um século, o fumo passou a ser conhecido e usado no mundo inteiro, expandindo-se de duas maneiras: a primeira, através dos marinheiros e soldados, para quem era o fumo um bom passatempo, durante os longos meses de viagem; a segunda, por meio das expedições de portugueses ao Brasil, que levaram a planta para Portugal e França, difundindo-a, posteriormente, em outros países europeus.

O fumo no Brasil

Inicialmente, no Brasil, os colonos adquiriam o fumo dos índios, através de um sistema de trocas. Mas, uma seqüência de guerras fez com que, a partir de 1570, aproximadamente, eles mesmos começassem a cultivá-lo. Primeiro, seu objetivo era o consumo próprio; depois, o comércio, instigados pelos comerciantes portugueses, com o intuito de abastecerem o mercado europeu. As lavouras ocupavam pequenas áreas e se localizavam, de preferência, na costa, entre Salvador e Recife e, sobretudo, no recôncavo baiano.

O destino do fumo brasileiro tomou três direções: o de primeira e segunda qualidade era mandado para Lisboa, sendo sua maior parte reexportada para outros países da Europa. Uma outra parte servia de moeda, no período colonial, para o comércio de escravos com a África. E a terceira destinava-se ao consumo interno. Aliás, nenhum outro produto colonial se propagou, no continente europeu, com tanta rapidez e angariou tantos apreciadores como o tabaco...

No entanto, a produção anual de fumo, durante o período colonial apresentava numerosas variações, especialmente por causa das pragas que atingiam a planta e das chuvas e secas prolongadas que reduziam as safras. O fumo brasileiro beneficiou-se, porém, de conjunturas que favoreceram o seu desenvolvimento. Em 1680, já atingia a 3.750t, e continuou crescendo com a política de fomento à agricultura introduzida pelo Marquês de Pombal, conseguindo permissão para exportar 200t, através de Portugal.

Esse ritmo de franco desenvolvimento fez com que a produção de fumo viesse a se acelerar, abrindo novas fronteiras, além da Bahia. Começaram, assim, a aparecer áreas fumageiras em Minas Gerais, Goiás, São Paulo e, de forma mais acentuada, no Rio Grande do Sul, com a chegada de imigrantes europeus, especialmente de origem germânica.

A Comercialização

No princípio, um dos graves problemas enfrentados pela fumicultura, em todo o país, foi a difícil comercialização. Enormes eram as distâncias, não havendo nem estradas nem meios de transporte adequados!

A partir do séc. XIX, o quadro começou a dar sinais de alento, com a criação de circuitos comerciais. Permanecia, entretanto, um crucial problema: a moeda. É que, em regiões distantes dos grandes centros comerciais e de consumo, havia a escassez desse produto básico. E, em conseqüência, o comércio era, em sua grande parte, feito à base de trocas.

Fonte: http://www.afubra.com.br. Acesso em: 28/11/2005.


Salvador



“Salvador, capital da Bahia, é uma cidade de gloriosas tradições. Com seu casario colonial, suas baianas de torso e batas rendadas; seus dois elevadores que servem a “cidade alta” e a “cidade baixa”; suas procissões do Senhor do Bomfim e suas comidas típicas e saborosas, Salvador é uma das cidades mais queridas dos brasileiros.”

 

Salvador, capital da Bahia, é uma cidade de gloriosas tradições. Com seu casario colonial, suas baianas de torso e batas rendadas; seus dois elevadores que servem a “cidade alta” e a “cidade baixa”; suas procissões do Senhor do Bomfim e suas comidas típicas e saborosas, Salvador é uma das cidades mais queridas dos brasileiros.

A história da cidade de Salvador inicia-se 48 anos antes de sua fundação oficial com a descoberta da Baía de Todos os Santos, em 1501. A Baía reunia qualidades portuárias e de localização, o que a tornou referência para os navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos e visitados do Novo Mundo. Isso fomentou a idéia de construção da cidade. O rei D. João III, então, nomeou o militar e político Thomé de Sousa para ser o Governador-geral do Brasil e fundar, às margens da Baía, a primeira metrópole portuguesa na América. Em 29 de março de 1549, a armada portuguesa aportava na Vila Velha (hoje Porto da Barra), comandada pelo português Diogo Alvares, o Caramuru. Era fundada oficialmente a cidade de Cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos, que desempenhou um papel estratégico na defesa e expansão do domínio lusitano entre os séculos XVI e XVIII, sendo a capital do Brasil de 1549 a 1763. O trecho que vai da atual Praça Castro Alves até a Praça Municipal, o plano mais alto do sítio, foi escolhido para a construção da cidade fortaleza. Thomé de Souza chegou com uma tripulação de cerca de mil homens – entre voluntários, marinheiros soldados e sacerdotes, que ajudaram na fundação e povoação de Salvador.

Em 1550, os primeiros escravos africanos vieram da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique. Com o trabalho deles, a cidade prosperou, principalmente devido a atividade portuária, cultura da cana de açúcar e comercialização o algodão o fumo e gado do Recôncavo.


A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la. Durante 11 meses, de maio de 1624 ao mês de abril de 1625, Salvador ficou sob ocupação holandesa. Em 1638, mais uma tentativa de invasão da Holanda, desta vez com o Conde Maurício de Nassau que não obteve êxito.

A cidade foi escolhida como refúgio pela família real portuguesa ao fugir das investidas de Napoleão na Europa, em 1808. Nessa ocasião, o príncipe regente D. João abriu os portos às nações amigas e fundou a escola médico-cirúrgica, primeira faculdade de medicina do País.

Fonte: http://www.facom.ufba.br/com024/salvador/fotos.html

 

Em 1823, mesmo um ano depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do Brigadeiro Madeira de Mello. No dia 2 de julho do mesmo ano, Salvador foi palco de um dos mais importantes acontecimentos históricos para o estado e que consolidou a total independência do Brasil. A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular.

Dos planos iniciais de D. João III, expressos na ordem de aqui ser construída "A fortaleza e povoação grande e forte", o compromisso foi cumprido por Thomé de Souza e continuado pelos que os sucedem. São filhos de Catarina e Caramuru, que se misturaram com os negros da mãe África e legaram à Salvador a força de suas raças criando um povo “gigante pela própria natureza”.

Fonte: http://www.emtursa.ba.gov.br/Template.asp?
Nivel=00010002&IdEntidade=8

 


Baianas e Acarajé



“As baianas verdadeiras, com suas vestimentas policrômicas, turbantes e panos da costa, chinelinhas e balangandans, constituem o tipo mais característico da terra do Senhor do Bomfim. São uma nota pitoresca as pretas velhas mercando o “acarajé”, “o vatapá”, o “caruru”, o “mungunzá” e outras comidas tipicamente baianas.”

 

Baiana e acarajé são reconhecidos como patrimônio imaterial da cultura nacional. A tradicional baiana que prepara o famoso acarajé e os inúmeros quitutes à base de dendê foi reconhecida pelo Ministério da Cultura como bem cultural do Patrimônio Imaterial no Livro dos Saberes. Dentre as várias influências da culinária africana na Bahia, uma das iguarias mais apreciadas é o acarajé, é um bolinho de massa de feijão fradinho, com cebola, água e sal, frito em azeite de dendê fervente; ele pode ser servido acompanhado de vatapá, pimenta, camarão e caruru.A palavra acarajé é originada do nome africano akará, que em lorubá significa pão de comer. Considerado o símbolo mais forte da cultura popular africana, o akará é feito com os mesmos ingredientes do acarajé, porém servido cru. Nos períodos de escravidão as mulheres negras alforriadas comercializavam o acarajé nas capitais para obterem um tipo de renda.

Com a abolição da escravatura, outras mulheres negras passaram a exercer a mesma atividade para garantiram seu sustento.Nesta época as mulheres que vendiam acarajé estavam ligadas ao candomblé, criando a tradição de ofertar aos orixás o acarajé uma vez por semana.
 

Baiana do Acarajé
Fonte: http://www.sebraees.com.br
Acesso em: 30/11/2006


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/
americadosul/brasil-salvador-ulinaria.shtml

Acesso em: 30/11/2005
 

Acarajé

O culto do candomblé também explica os trajes típicos utilizados pelas baianas, constituídos por uma bata chamada ojá, em algodão branco e bico de renda, saia rodada, torso, colares com contas coloridas, argola de buzo e um par de chagrim em couro, tudo isso para reverenciar os orixás. A produção e comercialização do acarajé é transmitida de geração para geração tornando-se, assim, um verdadeiro patrimônio da cultura brasileira.


Baiana com Acarajé
Fonte: www.emtursa.ba.gov.br Acesso em: 29/11/2005


Baianas do Candomblé


“As pretas velhas, tipos representativos das baianas que nós conhecemos, com seus torsos de renda, suas figas de guiné, turbantes e saias de cores vistosas, são as “rainhas” dos “candomblés” ou as “cambonas” preferidas pelos “pais de Santo” nos terreiros onde se desenvolvem os rituais de magia negra.”
 

O candomblé e demais religiões afro-brasileiras tradicionais formaram-se em diferentes áreas do Brasil com diferentes ritos e nomes locais derivados de tradições africanas diversas: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul e macumba no Rio de Janeiro.
A organização das religiões negras no Brasil deu-se bastante recentemente, no curso do século XIX. Uma vez que as últimas levas de africanos trazidos para o Novo Mundo durante o período final da escravidão (últimas décadas do século XIX) foram fixadas sobretudo nas cidades e em ocupações urbanas, os africanos desse período puderam viver no Brasil em maior contato uns com os outros, físico e socialmente, com maior mobilidade e, de certo modo, liberdade de movimentos, num processo de interação que não conheceram antes. Este fato propiciou condições sociais favoráveis para a sobrevivência de algumas religiões africanas, com a formação de grupos de culto organizados.
Até o final do século passado, tais religiões estavam consolidadas, mas continuavam a ser religiões étnicas dos grupos negros descendentes dos escravos. No início deste século, no Rio de janeiro, o contato do candomblé com o espiritismo kardecista trazido da França no final do século propiciou o surgimento de uma outra religião afro-brasileira: a umbanda, que tem sido reiteradamente identificada como sendo a religião brasileira por excelência, pois, nascida no Brasil, ela resulta do encontro de tradições africanas, espíritas e católicas.
Desde o início as religiões afro-brasileiras formaram-se em sincretismo com o catolicismo, e em grau menor com religiões indígenas. O culto católico aos santos, numa dimensão popular politeísta, ajustou-se como uma luva ao culto dos panteões africanos. A partir de 1930, a umbanda espraiou-se por todas a regiões do País, sem limites de classe, raça, cor, de modo que todo o País passou a conhecer, pelo menos de nome, divindades como Iemanjá, Ogum, Oxalá etc.


O candomblé, que até 20 ou 30 anos atrás era religião confinada sobretudo na Bahia e Pernambuco e outros locais em que se formara, caracterizando-se ainda uma religião exclusiva dos grupos negros descendentes de escravos, começou a mudar nos anos 60 e a partir de então a se espalhar por todos os lugares, como acontecera antes com a umbanda, oferecendo-se então como religião também voltada para segmentos da população de origem não-africana. Assim o candomblé deixou de ser uma religião exclusiva do segmento negro, passando a ser uma religião para todos. Neste período a umbanda já começara a se propagar também para fora do Brasil.

Durante os anos 1960, com a larga migração do Nordeste em busca das grandes cidades industrializadas no Sudeste, o candomblé começou a penetrar o bem estabelecido território da umbanda, e velhos umbandistas começaram e se iniciar no candomblé, muitos deles abandonando os ritos da umbanda para se estabelecer como pais e mães-de-santo das modalidades mais tradicionais de culto aos orixás. Neste movimento, a umbanda é remetida de novo ao candomblé, sua velha e "verdadeira" raiz original, considerada pelos novos seguidores como sendo mais misteriosa, mais forte, mais poderosa que sua moderna e embranquecida descendente, a umbanda.

Nesse período da história brasileira, as velhas tradições até então preservadas na Bahia e outros pontos do País encontraram excelentes condições econômicas para se reproduzirem e se multiplicarem mais ao sul; o alto custo dos ritos deixou de ser um constrangimento que as pudesse conter. E mais, nesse período, importantes movimentos de classe média buscavam por aquilo que poderia ser tomado como as raízes originais da cultura brasileira. Intelectuais, poetas, estudantes, escritores e artistas participaram desta empreitada, que tantas vezes foi bater à porta das velhas casas de candomblé da Bahia. Ir a Salvador para se ter o destino lido nos búzios pelas mães-de-santo tornou-se um must para muitos, uma necessidade que preenchia o vazio aberto por um estilo de vida moderno e secularizado tão enfaticamente constituído com as mudanças sociais que demarcavam o jeito de viver nas cidades industrializadas do Sudeste, estilo de vida já, quem sabe?, eivado de tantas desilusões.

O candomblé encontrou condições sociais, econômicas e culturais muito favoráveis para o seu renascimento num novo território, em que a presença de instituições de origem negra até então pouco contavam. Nos novos terreiros de orixás que foram se criando então, entretanto, podiam ser encontrados pobres de todas as origens étnicas e raciais. Eles se interessaram pelo candomblé. E os terreiros cresceram às centenas.

Fonte:
http://acaiaba.vilabol.uol.com.br/historia.html
Acesso em: 29/11/2005

 


Xangô

Fonte: http://www.guardioesdaluz.com.br/
afrobrasileiro.htm
.
Acesso em: 30/11/2005


Iemanjá
Fonte: http://www.guardioesdaluz.com.br/
afrobrasileiro.htm
.
Acesso em: 30/11/2005

Fonte: http://www.guardioesdaluz.com.br/
afrobrasileiro.htm

Acesso em: 30/11/2005


Igreja do Paço



“Em Salvador há inúmeras igrejas, cada qual mais bonita. Salvador é a cidade dos primeiros governadores, padres e das “mães-pretas”, que ajudavam a criar os filhos do “Sinhô branco” e que a tradição ainda conserva. No quarto centenário da Bahia, pelas ruas de Salvador desfilaram tipos e cenas características desses quatro séculos de civilização, revividos com a mais absoluta perfeição.”
 

No Séc XIX, o som que mais ecoava pelas ladeiras de Salvador era o som do dobrar dos sinos de suas matrizes. Logo no alvorecer, as igrejas convidavam, através destes sons, seus fiéis para a primeira missa do dia. As horas também soavam pelos sinos que, em dias de festa, acompanhando a atmosfera da cidade, tornavam-se mais ouriçados.
Nesta cidade, que leva o nome do Salvador, concentram-se tantas igrejas que, sejam elas suntuosas ou humildes, tradicionais ou inovadoras, fazem com que o soteropolitano sinta-se mais próximo dos céus e, de fato, abençoado por todos os santos.
Há quem conte que na cidade existam 365 igrejas, uma para cada dia do ano. As igrejas tiveram importante papel na povoação da cidade e na consolidação do Império Português, pois cada uma delas reunia um povoado fazendo assim com que, em 1887, já fossem registradas 79 matrizes.
A igreja de Nossa Senhora da Graça foi construída a mando de Catarina Paraguaçu. A primeira igreja da cidade é a da Ajuda, também conhecida como a Sé de Palha e construída pelos jesuítas. A primeira capela foi a de Nossa Senhora da Conceição, construída por Thomé de Souza, logo quando aportou na Baía de Todos os Santos. A igreja em si foi pré-fabricada em Portugal e importada anos depois.
Salvador abriga um grande número de templos católicos. Alguns são verdadeiras obras de arte, construções seculares que carregam traços de diferentes povos e culturas. São exemplos memoráveis a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, único exemplar no Brasil com fachada em pedra lavrada (origem do barroco espanhol); Nossa senhora do Rosário dos Pretos, construída pelos negros, possuindo um cemitério de escravos em seu interior; N. S. do Bonfim, a mais famosa por reverenciar o protetor dos baianos e a Catedral Basílica, sede do Bispo no Estado.

Fonte: http://www.visiteabahia.com.br/visite/salvador/cultural/igrejas/index.php
Acesso em: 30/11/2005



O interior da Igreja de São Francisco,
no Pelourinho, revestido em ouro

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/
brasil-salvador-igrejas.shtml
  Acesso em: 30/11/2005

 


Fachada da igreja do Bonfim
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/]
brasil-salvador-igrejas.shtml  Acesso em: 30/11/2005

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