Viajando pelo Brasil

Pictorial travel around the Brazil
Memory of the mid-twentieth century - 1950 circa
Eucalol series 256 a 279
Texto extraído do verso das estampas
Desenhos do artista Percy Lau
Das coleções do Rio de Janeiro

Distrito Federal (série 271)

 
pag 04


Carnaval



“O Carnaval é a suprema festa popular do carioca. Para assisti-lo chegam ao Rio todos os anos centenas de turistas. As escolas de samba, os préstitos dos grandes clubes carnavalescos, os ranchos e o corso constituem acontecimentos do carnaval carioca que não há palavras que possa descrevê-los.”

 

O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval. O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular.
 
Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As musicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.


Entrudo


Baile de Máscaras

Fonte: http://www.papodesamba.com.br/site/
index.php?a=lc&c=carnaval

Acesso em: 30/11/2005.

 

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/carnaval/
Acesso em: 30/11/2005


A Feira sob os Arcos



“Os Arcos, viaduto monumental que ligam o centro da cidade ao aprazível bairro de Santa Tereza, constituem um patrimônio histórico que ao Distrito Federal foi dado conservar. Ainda hoje existem tal como foram construídos.”
 

Conhecido inicialmente como Arcos da Carioca, o Aqueduto da Lapa foi construído em 1724 com o objetivo de levar as águas do Rio Carioca até o Centro do Rio, resolvendo assim o problema de abastecimento da cidade. A partir de 1896, passou a ser utilizado como viaduto para o bondinho de Santa Teresa. Localizada na Praça Cardeal Câmara, na Lapa, esta construção tem estilo romano e possui 42 arcos de alvenaria, construídos por índios e escravos. Símbolo do Rio antigo, presente em grande parte das pinturas da cidade da época, os Arcos da Lapa são um exemplo de engenharia e arquitetura do século XVIII.


Aqueduto da Carioca: 1758


Arcos da Lapa: atualmente

Fonte: http://www.rio2001negocios.com.br/esportelazer/arcoslapa.htm
Acesso em: 28/11/2005

A construção que atravessa o Largo da Lapa emoldurava uma das regiões mais representativas do cotidiano da cidade. À sombra de seus arcos desfilavam poetas, malandros e prostitutas, personagens de folhetins que atribuíam encanto e davam a Lapa o título de berço da boemia carioca. Com o passar dos anos, o brilho da boemia deu lugar à decadência, onde os muitos casarões em ruínas refletiam o abandono de sua paisagem. Hoje, a Lapa volta a viver um ciclo de importância, transformando-se em epicentro de várias atividades culturais onde milhares de pessoas freqüentam seus bares, restaurantes, teatros e casas de espetáculos, devolvendo à Lapa seu encanto marginal.

Escola de Samba



“As escolas de samba são pequenas e típicas sociedades carnavalescas que existem nos morros do Rio. Muitas são perfeitamente organizadas dispondo de Diretores escolhidos em eleições nem sempre pacificamente realizadas.Possuem seus mestres de canto, suas pastoras e seu conjunto característico de cuícas e tamborins e delas têm saído grandes sambas que conservam a melhor tradição de Noel Rosa e Sinhô, dois dos maiores poetas do samba.”

 

As Escolas de Samba são a maior contribuição carioca para o Carnaval brasileiro e se espalharam por praticamente todo o país. Mas as escolas do Rio permanecem como as maiores, mais bem organizadas e responsáveis por desfiles de grande beleza e alto nível profissional. A primeira a desfilar oficialmente foi a Deixa Falar – núcleo inicial da atual Estácio de Sá –, criada pelo sambista Ismael Silva em 1928, com formação semelhante à dos atuais blocos.
As escolas de samba obedecem a uma formação elaborada, predeterminada, e se apresentam dentro de quesitos julgados por especialistas, entre eles: comissão de frente, formada por sambistas que melhor representam a escola, em geral os mais antigos, às vezes as mulheres mais bonitas; mestre-sala e porta-bandeira, casal formado por grandes passistas que carregam e protegem o estandarte da escola; bateria, responsável pela marcação do ritmo da escola, usando apenas instrumentos de percussão; samba de enredo, o samba que conta o enredo escolhido pela escola, usando sempre temas nacionais ou temas internacionais já integrados ao cotidiano brasileiro; harmonia, a evolução da escola, contando pontos a boa seqüência das diversas alas – das baianas, das crianças, dos compositores etc.-, sem espaços vazios entre uma e outra; alegorias e adereços, enfeites que os passistas levam na mão ou na fantasia, com figurações da história contada no samba de enredo.


Desfile do GRES Estação Primeira de Mangueira, 2002.
Fonte: http://www.prosite.com.br/carnaval/escolas_rj_mangueira.asp

Principais escolas de samba – (entre parênteses, o ano de fundação e as cores básicas): Grêmio Recreativo Escola de Samba da Portela (11/4/1923, azul e branco), Estação Primeira de Mangueira (28/4/1928, verde e rosa), Unidos de Vila Isabel (4/4/1946, azul e branco), Império Serrano (23/3/1947, verde e branco), Beija-flor de Nilópolis (25/12/1948, azul e branco), Acadêmicos do Salgueiro (5/3/1953, vermelho e branco), Estácio de Sá (27/2/1955, vermelho e branco), Mocidade Independente de Padre Miguel (10/11/1955, verde e branco).

 

Fla x Flu


“O Futebol é outra grande paixão do carioca. Não há bairro que não possua os seus clubes perfeitamente organizados. O jogo mais clássico do campeonato carioca, é sem dúvida, Fluminense x Flamengo, chamado de o “clássico das multidões”. É tão tradicional esse jogo que algumas vezes os dois clubes têm disputado partidas em outros Estados, atendendo a insistentes pedidos”.

 

O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente. Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos.O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.

História do Futebol no Brasil

Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil. O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo.
 

O inglês
Charles Miller:
pai do futebol
no Brasil


Bola de futebol:
final do século XIX

Fonte:http://www.suapesquisa.com
Acesso em: 28/11/2005.

 

Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIÁRIA SÃO PAULO RAILWAY.O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.


Festa da Penha



“As festas da Penha constituem uma tradição na vida carioca. Consiste na romaria a igreja situada no alto do morro e cujo acesso se faz por uma escada de 365 degraus. Há grandes festas em louvor a “Santa Padroeira” e todos os anos são sem conta o número de romeiros que vão pagar suas promessas por graças obtidas.”
 

Igreja de N.S.da Penha

Não há por certo, ninguém no Rio de Janeiro, que não conheça, ao menos por tradição, a Igreja da Penha. Com seus 365 degraus – uma para cada dia do ano – é hoje um elegante santuário, situado no cimo de um outeiro de pedra, na estação do subúrbio da E.F.Leopoldina ao qual empresta o nome, próxima da estrada que, partindo da Capital, vai dar a Petrópolis.
A construção do templo naquele pitoresco local, data de 1635, e foi levada a efeito pelo Capitão português Baltazar de Abreu Cardoso, senhor abastado, proprietário de uma grande quinta, dentro da qual se achava o penhasco.
Contam os antigos que a origem da capela prende-se a um milagre ocorrido com o próprio Baltazar Cardoso quando, certa vez, andava à caça em suas terras. Provavelmente perseguia algum animal, quando subitamente lhe apareceu uma grande serpente, pronta para dar-lhe o bote fatal.
Nesse momento angustioso o seu pensamento voltou-se para a Virgem, e, mentalmente, implorou a sua misericordiosa proteção. Na mesma ocasião, eis que surge dentre um monte de pedras gigantesco lagarto e trava violenta luta com o réptil, dando a Baltazar tempo para safar-se.
Agradecido ao céu, resolveu então o rico proprietário edificar uma capela em honra de N.S.da Penha, no alto do morro, para que pudesse ser vista de grande distância, relembrando sempre o milagre que lhe havia salvo a vida. A propósito da igreja há muitas lendas, contadas por diversos escritores; entretanto a que relatamos acima é a mais difundida, e, tanto assim que a figura que se vê no arco do altar do templo representa a Santa entre nuvens, tendo aos seus pés um homem ajoelhado, em atitude de quem ora, e, em plano inferior, um lagarto e uma cobra...

Fonte: http://www.almacarioca.com.br/penha.htm
Acesso em: 28/11/2005



Aeroporto Santos Dumont



“Um dos Aeroportos de maior movimento no Mundo, é o de Santos Dumont, localizados na Ponta do Calabouço, na Baía da Guanabara. Dotado de instalações moderníssimas, amplas, tem ainda a rodear-lhe um magnífico e variado cenário de belezas naturais.”
 

Santos Dumont: Patrimônio da arquitetura modernista

O aeroporto do Calabouço, depois chamado de Santos Dumont, é, até hoje, um dos mais belos e bem-localizados do mundo. Começou a operar na década de 30 recebendo hidroaviões e aeronaves anfíbias e foi o de maior tráfego do País enquanto a capital da República funcionava no Rio de Janeiro. Atualmente ele permite até a operação de modernos Boeing 737.

Só a partir de 20 de janeiro de 1977, com a inauguração do Galeão (hoje aeroporto internacional Tom Jobim), é que ele ficou sem o título de principal aeroporto do Rio de Janeiro. De qualquer modo, com o intenso movimento da ponte aérea e da aviação regional e com a operação de aviões e helicópteros de fretamento e particulares, ainda permanece entre os cinco mais importantes do País, além de constituir um referencial expressivo da arquitetura moderna brasileira.

Quando se divulgou a proposta de se construir o aeroporto no aterro do Calabouço, houve uma repercussão positiva, com elogios até de especialistas em aviação de todo o mundo, entre eles o piloto francês Jean Mermoz, o primeiro a cruzar o Atlântico em 1901 e a voar entre França e Brasil.

As obras do aeroporto começaram em 1934 em terreno cedido pela prefeitura do Distrito Federal. A primeira parte do trabalho consistiu em ampliar o aterro local em mais 370 mil m2, com a construção de muralha de contenção e o lançamento de mais de 2,7 milhões de m3 de terra, sem interromper a operação de pequenas aeronaves numa pista liberada de 400 m. Ali, na Ponta do Calabouço, assim chamada pela existência anterior de uma prisão de escravos, atracavam os hidroaviões e anfíbios, responsáveis pelo então incipiente transporte aéreo comercial.


O Santos Dumont só veio a ser batizado com o nome do pioneiro da aviação a partir de 16 de outubro de 1936, quando o presidente Getúlio Vargas inaugurou o primeiro aeroporto civil do País, sem as modernas instalações das estações de hidroaviões e sem a estação central, que seriam construídas posteriormente, com uma pista estendida para 700 m.

A inauguração de um grande edifício da Pan American para instalar seus vários departamentos, amplo saguão, bar e restaurante para receber seus passageiros com maior conforto levou o governo a projetar instalações públicas para receber os passageiros de outras companhias que operavam no aeroporto. Foi então que as novas instalações do aeroporto foram projetadas pelos arquitetos Atílio Corrêa Lima, responsável pelo projeto da estação de hidroaviões, e os irmãos Roberto, Marcelo e Milton Roberto, que projetaram a estação central. Em ambos os casos houve o respectivo concurso de projetos.

O projeto da estação de hidroaviões resultou de concepção moderna, geométrica e funcional. Ela foi construída entre 1938 e 1939 e a estação central, que levava em conta as preocupações modernistas, então difundidas a partir das obras de Gregory Warchavchik e da presença de Le Corbusier no Brasil, teve suas obras interrompidas várias vezes, sendo concluída e inaugurada em 1947 pelo ministro Armando Trompowski, da Aeronáutica. As paredes do hall principal receberam dois painéis de pintura, Aviação Antiga e Aviação Moderna, inaugurados em 1951.

A pista principal foi ampliada para 1.350 m a fim de se adequar aos aparelhos de porte crescente, como os DC4 e o Constellation. A ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, inaugurada em 1959, passa a operar com os Electra II em 1974. A Aeroportos do Rio de Janeiro, criada em 1973, decidiu realizar várias obras de infra-estrutura, como a renovação do pavimento de concreto da pista principal em 1977, além de obras de apoio, como a criação de sala para autoridades, instalações para atendimento médico de emergência, abertura de espaço para novas lojas e ampliação do estacionamento, entre outras.

Com 550 mil m2, dos quais 7.600 m2 da estação central, o aeroporto Santos Dumont cresceu significativamente e na década de 80 franqueou seu complexo a linhas regionais, empresas de táxi aéreo, com todos os serviços complementares, como posto telefônico, guarda-volumes, agências bancárias, agência de correios e telégrafos, livraria, café, bar e restaurante.

No início dos anos 90, foram acrescentados dois novos andares ao edifício, para atividades administrativas. Na ponte aérea, após 18 anos de serviços, os turbo-hélices Electra II para 90 passageiros foram substituídos pelos modernos Boeing EMB 120 para 132 passageiros, que reduziram a viagem em 7 minutos.

 

Na noite de 13 de fevereiro de 1998, uma sexta feira, o terminal de passageiros do Santos Dumont foi totalmente destruído por um incêndio que durou oito horas. A reação pública em favor da reconstrução da obra fez com que as autoridades decidissem recolocar o aeroporto em funcionamento normal no prazo de 180 dias. Em 133 dias voltaram a operar os vôos regionais e, no dia 15 de agosto, foi reaberto o aeroporto.

Para fazer face ao crescimento da demanda, a Infraero estuda a ampliação do terminal de passageiros, que passaria a operar com dois pisos: um para embarque e outro para o desembarque, providos de fingers. Hoje os passageiros deslocam-se a pé, através do pátio de manobras das aeronaves.

A Infraero projeta movimento de 3,5 milhões de passageiros a partir de 2001. Seu programa de manutenção permanente executado pela superintendência do aeroporto Santos Dumont vem realizando obras como a recuperação da camada porosa da pista principal, construção da camada porosa na pista auxiliar, reformas nas nove subestações elétricas e nas instalações de salvamento marítimo e duplicação noturna do balizamento. Está prevista a construção de um edifício garagem para 4 mil veículos, um salão de convenções, um hotel e um minishopping.

Fonte: http://www.oempreiteiro.com.br/100anos/100anos14.htm
Acesso em: 28/11/2005


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