Viajando pelo Brasil

Pictorial travel around the Brazil
Memory of the mid-twentieth century - 1950 circa
Eucalol series 256 a 279
Texto extraído do verso das estampas
Desenhos do artista Percy Lau
Das coleções do Rio de Janeiro

Amapá (série 259)

 
pag 19


Garimpeiro

“Garimpeiros são homens que trabalham na procura dos diamantes. Existem em quase todo o Brasil. São homens que vêm de longe, viajam dias e dias, enfrentam doenças, feras e muitos perigos em busca dos córregos dos rios onde vão catar as pedras com que poderão enriquecer, um dia. No território do Amapá os diamantes atraem centenas de homens que ali permanecem meses e anos tentando obter fortuna.”

 

A denominação - garimpeiro - veio de um vocábbulo pejorativo - Grimpeiro.

Os grimpeiros subiam as grimpas no passado, fugindo ao fisco. Eram os grimpeiros, mais tarde garimpeiros. O nome hoje não tem mais o sentido pejorativo. É o nome de homens arrojados que lutam na extração de pedras preciosas, ou de ouro, nos terrenos de aluvião ou quebrando cascalhos para a busca de metais preciosos.

O garimpeiro muda a fisionomia da paisagem em que trabalha, por causa dos desmontes. A técnica extrativa ainda é muito primária. Muitos garimpeiros são explorados. Pagam taxas altas. Quando não tem ferramentas nem capital recorrem ao meia-praça, pessoa que financia e fica com 50% do que é encontrado. Existe também o sistema de sujeição: picuá-preso, a pessoa que faz o empréstimo tem o direito da "primeira vista", de escolher o que quiser e pagar o preço que impuser.

Faiscação: é o termo usado na procura de ouro nos cursos d'água ou nas areias que faiscam à luz do sol, nos bicames (calhas) de madeira, que trazem na água as areias auríferas para os decantadores. Os instrumentos usados são: batéias, pás, bicames, peneiras, canoas pequenas, agitadores, etc

Fonte:
http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/7tipos/garimpoc.html


Caça ao Jacaré



“Quem sabe si você não usa um bonito sapato de crocodilo sem saber que é de jacaré da Amazônia? Entre os vários processos de caçar jacaré, há um muito interessante e perigosíssimo: o caboclo fica escondido num galho de árvore sôbre o rio. Quando o jacaré passa, o caboclo cai sôbre êle que em geral se assusta e levanta a cabeça. É então laçado rapidamente com uma corda e arrastado até à margem do rio.”
 

Em ambiente natural deve-se capturar os jacarés preferencialmente à noite. A aproximação deve ser feita em silêncio, com um bote ou pela margem, focando-se os olhos do animal com uma lanterna até poder laçá-lo pela cabeça com um cabo-de-aço seguro por uma corda e apoiado na ponta de um bambu de três a quatro metros de comprimento. A lanterna utilizada poderá ser de luz forte do tipo "sealed beam" ou de pilhas comuns com luz mais fraca, dependendo da reação ou pré-condicionamento do animal. Este deve então ser levado à margem, contido com o cambão e então, imobilizado.

A perseguição a esses répteis, adquiriu grande impulso em meados do seculo XX, para aproveitar sua pele, com a qual se fabricam vários artigos de luxo, tais como bolsas, carteiras, cintos e sapatos.

Sugia a advertência de que a destruição desse animal tão antigo e interessante, poderia determinar um verdadeiro desequilíbrio biológico no ambiente em que vive.

Com a repercursão relativamente desfavorável, a condição de vida dos demais seres no Amapá encontra-se ameaçada, devido ao desequilíbrio causado na cadeia alimentar.

Fonte:
http://www.bdt.fat.org.br/zoologia/repteis/anais1#METODOS


Saneamento

Depois de muita pressão norte-americana, resistência das forças armadas brasileiras e longa negociação, o governo Vargas autorizou a instalação das bases militares, construídas no Amapá, em Belém, em São Luís, em Fortaleza, em Natal, no Recife e em Salvador. Iniciou-se então, o processo de saneamento dessas regiões.

“A obra de saneamento é indispensável áqueles que querem povoar o Amapá. Por isso, são muito bemquistos naquela região os “guarda-sanitários”, dos Postos de Saúde. Cuidando da saúde dos habitantes e saneando a região êles contribuem para o desenvolvimento de tão rica e bonita região do nosso querido Brasil.”

 

As décadas de 1930 e 1940 foram marcadas pelo surgimento de estruturas sanitárias e campanhas dedicadas ao combate à malária, levadas a cabo tanto pelo governo brasileiro, que criou o Serviço Nacional de Malária em 1941, o Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp) em 1942, por meio de um convênio com o Instituto de Assuntos Interamericanos (IAIA) do governo norte-americano, como pelos esforços empreendidos pela Fundação Rockefeller no Nordeste na erradicação do mosquito Anopheles gambiae no final da década de 1930, e pela ação dos militares norte-americanos em bases militares nas mesmas regiões. Também foram caracterizadas pela introdução de novas técnicas e tecnologias no campo da saúde pública e da malariologia, tais como larvicidas, pesticidas, herbicidas, medicamentos, modelos de organização de campanhas e administração de serviços, e novos conhecimentos sobre a epidemiologia da malária, sobre os mosquitos e sua ecologia.

Essas mudanças e inovações precedem e compõem as condições institucionais e político-sanitárias da dimensão brasileira da Campanha Global de Erradicação da Malária deslanchada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1955.

Houve um aumento estrondoso no tamanho da população dessas áreas, que teve uma melhora considerável na sua qualidade de vida. É de conhecimento de poucos que o saneamento dessas áreas só aconteceu naquela época por conta de interesses político-militares do governo norte-americano, mas ajudou a controlar as epidemias que assolavam o país, e proporcionou um enorme avanço na saúde nacional.

Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702002000400011


Barracão

Os seringueiros chegaram à Amazônia no fim do século passado como mão-de-obra para a produção da borracha. Naquela época os patrões seringalistas controlavam certas bocas de rio, onde estabeleciam seus “barracões”, entrepostos comerciais que “aviavam” (adiantavam) mercadorias aos seringueiros, que tinham de pagá-las com borracha. Essas mercadorias variavam de munições até bolachas.



“No Território do Amapá, os armazéns situados à margem dos rios chamam-se “Barracões”. Diariamente chegam ao Barracão dezenas de “montarias” (pequenas embarcações) do interior, para vender frutos e objetos. Em troca, os canoeiros e viajantes adquirem desde a fazenda até o fumo.”

 

Por meio desse escambo monetizado, era possível imobilizar a força de trabalho através de uma escravidão pela dívida, pois eram os patrões quem manipulavam as contas de seus fregueses. Esses seringueiros permaneciam submetidos ao controle dos "barracões", onde eram obrigados a entregar toda sua produção em troca de mercadorias pagas a preços extorsivos. Para controlar os seringueiros os patrões utilizavam de violência, impedindo os seringueiros de comprar de "marreteiros" (comerciantes) ou "regatões" (comerciantes ambulantes de rios).

A partir dos anos 70, com a entrada de fazendeiros no Acre, o sistema dos barracões entra em decadência, principalmente no Acre oriental onde os patrões antigos abandonaram os seringais após vendê-los às empresas do sul do país. Surgiram nessas áreas os "seringueiros libertos” que continuaram em suas florestas, recusando-se a abandoná-las, mas agora vendendo livremente seu produto e comprando mercadorias também em liberdade, ou organizando cooperativas. Foram esses seringueiros libertos a base dos sindicatos de Xapuri e de Brasiléia.

Hoje há dois tipos de seringueiros no Estado do Acre: os "seringueiros libertos" e os "seringueiros cativos".

Fonte:
http://www.senado.gov.br/web/senador/marinasi/chmende2.htm


Buritizal



“Buriti é uma palmeira cujos frutos vermelhos e graúdos produz uma bebida deliciosa. Das fibras dessa palmeira tecem-se cordas magníficas. Na paisagem amazônica – em todo o Amapá, por exemplo – os buritizais oferecem uma decoração na grande mata virgem e ribeirinha.”
 

O buriti é uma palmeira robusta que atinge até 30 m de altura, sua coroa, a parte superior, pode atingir até 14 folhas grandes e palmadas até 6 m de comprimento. A disposição das folhas conferem uma forma arredondada e a medida que morrem permanecem penduradas, formando uma massa de palha seca que cai com o tempo. Com frutos arredondados que possuem cerca de 5 centímetros de comprimento e 4,2 cm de diâmetro5 , cada planta pode conter até 200 kg de frutos, sendo observado de 2 a 8 cachos, e constatado até 16 cachos, proporcionando uma variação bastante grande entre plantas.

A exploração em Santo Antônio do Abonari, ocorre em áreas normalmente de brejo, assim como em algumas regiões mais secas. Nas áreas encharcadas não é observado o uso do solo para outros fins que não seja a exploração do Buriti, no entanto nas áreas mais secas foi observado o uso do solo para pastos ou roçados.

A planta possui múltiplos usos. Da medula retira-se fécula. O broto dá saboroso palmito. Os pecíolos fornecem ripas e material para construção de jangadas. Com as folhas se cobrem os ranchos e com as fibras que delas se extraem se fazem redes, esteiras e cordas. O fruto produz óleo, avermelhado, comestível e, de sua polpa, se faz um alimento endurecido, adequado para levar em viagem, ou doce de buriti. Essa mesma polpa, nas épocas de carência, é o alimento dos habitantes das regiões em que vegeta. Cortados as espádices, deixam fluir sumo que, pela fermentação, se transforma no vinho de buriti.

Fonte:
http://72.14.203.104/search?q=cache:TtnYJxHAc7oJ:www.imaflora.org/arquivos/
ABONARI%2520FM.pdf+Buritizais&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=19&lr=lang_pt


Tantalite

A tantalite é o principal minério do tântalo. As principais aplicações do metal devem-se às características de inércia química, resistência, dureza e ductilidade; assim, utiliza-se no fabrico de equipamento químico resistente à corrosão, de fornos para altas temperaturas, de filamentos para lâmpada de incandescência, dentre outros. O tântalo não ocorre livre na natureza, mas sempre associado ao oxigênio e outros elementos. Suas propriedades elétricas do óxido levam à utilização do metal no desenvolvimento de retificadores para conversão de corrente.



“Tantalite é um mineral metálico de grande utilidade para a indústria. No Brasil já são produzidas mais de 200 toneladas por ano. No Território do Amapá existem grandes reservas de Tantalite que já estão sendo exploradas e sua produção, dentro em breve, será um ponto alto na economia do território.”
 

É freqüentemente utilizado também em instrumentos cirúrgicos, em substituição da platina. Também é utilizado em implantes nos seres humanos uma vez que os fluidos orgânicos não reagem contra este metal, e, conseqüentemente, não há rejeição.

A descoberta do Tântalo fez com que a evolução tecnológica da eletrônica tenha dado um salto gigantesco ao utiliza-lo na miniaturização de condensadores e de outros componentes e, conseqüentemente na miniaturização progressiva de implantes de emissores receptores instalados no corpo humano. Um exemplo concreto da utilização massiva em celulares, sendo utilizados cerca de 1 kg na fabricação de até 10.000 unidades.

Os principais depósitos de tantalite localizam-se em África (Zimbabué, Congo, Nigéria e Moçambique) e no Brasil. Também Portugal e na Austrália existem depósitos, mas de menores dimensões.

Fontes:

www.if.ufrj.br/teaching/elem/e07320.html

www.umanovaera.bighost.com.br/ ufologia/ovnis_e_controle_mental_3.htm

www.rn.gov.br/secretarias/idema/perfil/ Jardim%20do%20Seridó/Jardim%20do%20Serido.doc


<< anterior
[Viajando BR] [Cultura]
próxima >>