LIVRARIA RIO ANTIGO
7º LEILÃO – Dezembro 2005
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469 – FOTOGRAFIAS (03) – MARC FERREZ – Phot. Da Marinha Imperial – Rua de São José, 96 – Rio de Janeiro – Vistas da Residência do Comendador Cornélio Martins dos Santos – Rua do catete, nº 2 – Tamanho Extra – Circa de 1870.
Raros e artísticos aspectos externos da fachada e dos jardins de uma das mais ricas residências da elite carioca no século XIX. Neste endereço desde os tempos coloniais morou a abastada família do comerciante Amaro Velho da Silva. Nas terras desta propriedade foi aberta a rua de Santo Amaro, padroeiro da Capela desta poderosa família. Por herança e casamento este imponente solar foi do Mordomo do Paço, o Conselheiro José Maria Velho da Silva, cuja viúva Leonarda, por volta de 1870, época das fotografias, a vendeu para o Comendador Cornélio dos Santos, rico negociante, e traficante de escravos. Casado na poderosa e influente família fluminense dos Beves, também comerciantes de escravos. Posteriormente viúvo e sem filhos, o Comendador Cornélio legou a propriedade para Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, para nela ser instalada o Asilo São Conélio. Hoje porém é sede da Faculdade de Medicina Sousa Marques.
448 – FOTOGRAFIAS (02) – STHAL & WAHNSCHAFFE – Rio de Janeiro – Photographos de S.M. o Imperador – “Palácio e Jardim da Princesa Leopoldina, Duquesa de Saxe” – Tamanho Extra – Século XIX.
Filha caçula de Dom Pedro II, a Princesa Leopoldina quando casou com o Duque de Saxe, recebeu para morar esta bela residência, próxima a casa de seus pais, nas cercanias da Quinta Imperial, na rua que então passou a chamar-se do Duque de Saxe, atual General Canabarro. Precocemente falecida, seu marido com os filhos caçulas foram residir na Europa, e os mais velhos com os avós maternos. Por este motivo a casa esteve fechada. Nos fins do Império, a residência voltou a ser habitada, pelo filho mais velho da Princesa, então maior e solteiro. Mas veio a República e o palacete foi novamente fechado. Posteriormente ali foi instalada a Escola Técnica Wenceslau Braz. Hoje demolida, o local é a sede da Escola Técnica Celso Sukow da Fonseca. Extremamente raro par de fotos, provindas por aquisição de um neto da Condessa de Barral, estas imagens permitem visualizar a quarta mais importante residência brasileira no século XIX. Por isso talvez a menos fotografada. O exemplar da vista do jardim é o único conhecido até o momento. Extraordinária nitidez!!!

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