| Eucalol
Série Dúpla 200 Texto extraído do verso das Estampas Das Coleções do Rio de Janeiro
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Antigamente era muito comum a compra de escravos. Uma vez, um fazendeiro que tinha um casal. Na hora dos pais irem embora o menino correu para abraçar-se com a sua mãe enquanto alguns homens iam levando o casal de pretos sem se oncomodarem com o menino. |
Quando o menino já estava rapazinho, foi vendido também para um fazendeiro muito rico e muito mau. O fazendeiro mandou que o rapaz todos os dias fosse para o campo tomar conta do gado. De vez em quando o fazendeiro ia ver o que o rapaz estava fazendo e costumava bater nele com ou sem razão. |
Um dia, à tardinha, depois que todos os animais estavam no curral, fugiu um cavalo de estimação que pertencia ao fazendeiro. O negrinho do pastoreio montou depressa num outro animal e saiu a galope pelo campo atrás do cavalo que fugiu pois se o fazendeiro soubesse disso ele iria levar uma surra tremenda. |
Quando ele ia chegando em casa, pelo amanhecer, cansado de ter passado a noite toda acordado um filho do fazendeiro enxotou de novo o cavalo que fugiu para o campo. O negrinho então começou a chorar porque a maldade do menino iria fazer com que ele levasse uma surra do fazendeiro. |
De noite, quando o negrinho estava morto Nossa Senhora, sua madrinha, fê-lo ressuscitar. Dizem que houve quem visse o negrinho do pastoreio ir subindo para o céu, cercado de uma luz muito forte e bonita. (brasilcult) |
E ainda hoje há muita gente que acredita na lenda do Negrinho do Pastoreio e há mesmo quem diga que ele ainda vive galopando pelos campos para proteger aqueles que trabalham e as crianças boazinhas que não maltratam os animais. |