Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

No Brasil, a expansão da lavoura cafeeira trazia a necessidade de contratação de mão-de-obra. Com o fim do tráfico negreiro, e posteriormente a abolição da escravatura, a solução encontrada foi o estímulo à importação de trabalhadores migrantes - em um primeiro momento, europeus, sobretudo italianos -, com subsídios do Governo Federal e do estado de São Paulo. O Japão, por sua vez, vivia uma crise demográfica A saída que o governo japonês encontrou foi o estímulo à imigração, que além do Brasil contemplou, sobremaneira, os Estados Unidos e o Peru. O processo de imigração japonesa para o Brasil começa em 1908, mas a imigração de japoneses e chineses já tinha sido autorizada e regulamentada pelo Decreto-lei nº 97, de 5 de outubro de 1892. A chegada dos novos migrantes somente não aconteceu antes devido à queda da cotação internacional do café.

Fonte: Extraído de Bruno Franco, "Culturas em Trânsito", artigo publicado no Jornal da UFRJ, nº 37, Setembro 2008.

Centennial of Japanese Immigration in Brazil

In Brazil, the expansion of coffee farming brought the need of hiring labor With the end of the slave trade, and then the abolition of slavery, the solution was the stimulus for importation of migrant workers - in a first moment, Europeans, especially Italians - with grants from the federal government and state of Sao Paulo. Japan, in turn, lived a demographic crisis Output found that the Japanese government was the stimulus for immigration, which included addition of Brazil, particularly the United States and Peru.. The process of Japanese immigration to Brazil began in 1908, but immigration of Japanese and Chinese had already been authorized and regulated by Decree-Law No. 97, October 5, 1892. The arrival of new migrants not only happened before because of the drop in international coffee prices.

Source: Extracted from Bruno Franco, "Cultures in Transit", article published in the Journal of UFRJ, 37, in September 2008.

       Some of Immigration Ships
 

 

Kasato Maru - coleção Antonio Giacomell

O Kasato Maru, com apenas 6.076 toneladas, a época um navio do governo japonês, acabava de atracar nas proximidades do armazém 14 do porto de Santos no dia 18 de junho de 1908 trazendo o primeiro grupo de 781 imigrantes e dando inicio a uma aventura onde os navios da OSK - Osaka Shosen Kaisha - trouxeram ao Brasil 188 mil imigrantes, até 1941, quando o Japão envolveu-se na segunda guerra mundial e as linhas foram interrompidas e a sua frota requisitada para o esforço de guerra. Numa ironia do destino, o pioneiro desta imigração, que foi o antigo navio russo Kazan, presa de guerra do conflito russo-japonês de 1905, afundou em 1945 ao largo das ilhas Curilas, no oceano Pacífico, atingido pelo fogo da aviação soviética.

The Kasato Maru, with only 6076 tonnes, the time a ship of the Japanese government, just berth in the vicinity of the warehouse 14 of the port of Santos on June 18 of 1908 bringing the first group of 781 immigrants and giving an adventure where to start the ships of OSK - Osaka Shosen Kaisha - brought to Brazil 188 thousand immigrants until 1941, when Japan has involved itself in the Second World War and the lines were discontinued and its fleet requirements for the war effort. In an ironic twist of fate, the pioneer of this immigration, which was the former Russian ship Kazan, loot the Russo-Japanese conflict of 1905, sank in 1945 off the Kurile Islands islands in the Pacific Ocean, hit by fire from Soviet aviation.

Rio de Janeiro Maru - coleção Paulo Bodmer

O Rio de Janeiro Maru, com 9.627 toneladas, navegava na linha de Volta ao Mundo cujos navios saiam de Kobe e paravam nos mais variados portos do mundo, sendo que na América Latina, no Rio de Janeiro, em Santos, Montevidéu e Buenos Aires. Construído em 1930, foi afundado pelo fogo da aviação norte-americana próximo as ilhas Carolinas, no oceano Pacifico, servindo, durante a guerra, como navio de apoio para submarinos.

Fonte: Gerodetti/Cornejo, "Navios e Portos do Brasil", Solaris, São Paulo, 2006, pags. 214-217

The Rio de Janeiro Maru, with 9627 tons, in line sailed back to the world whose vessels out of Kobe and stopped in the many ports in the world, whereas in Latin America in Rio de Janeiro, in Santos, Montevideo and Buenos Aires. Built in 1930, was sunk by fire by U.S. aircraft near the Caroline Islands in the Pacific Ocean, serving during the war, as support ship for submarines.

Source: Gerodetti / Cornejo, "Ships and ports in Brazil," Solaris, Sao Paulo, 2006, pp. 214-217

 

Sucesso

Décadas atrás, com o repórter ainda morando no Rio, aportou na antiga capital um navio-escola do Japão, comandado por um almirante. O embaixador daquele país convidou os jornalistas para uma entrevista coletiva do velho marinheiro e as perguntaas minguaram até que alguém, sem assunto, indagou qual a receita japonesa para o desenvolvimento vertiginoso do país.
O almirante abriu aquele sorriso enigmático e começou a falar de um dos antigos imperadores do período Meiji, que um belo dia transformou todos os professores de seu país em nobres. Além dos títulos de nobreza, deu-lhes propriedades e garantiu-lhes salários muito acima da média. Entendemos em seguida: aquela iniciativa acontecera duzentos anos atrás, mas agora estava gerando conseqüências. O Japão recuperou-se da guerra que perdeu, foi reconstruído e dava lições ao mundo porque se transformou numa imensa escola.
Pois um jornal do Nordeste informou que um professor do ensino médio recebe R$ 300 mensais. E do ensino básico, R$ 60. Não dá para transformá-los em condes. Mas temos certeza de que, mesmo sem ter perdido uma guerra, o Brasil jamais se desenvolverá enquanto os professores receberem essa miséria...

Fonte: Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa, 17 de outubro de 2005

Success

Decades ago, with the reporter still living in Rio, the former capital contributed a school-ship of Japan, headed by an admiral. The ambassador called on that country's journalists for a press conference the old sailor and ask decrease as until someone, no matter, what the recipe asked Japan to the staggering development of the country.
The admiral opened that enigmatic smile and began talking about one of the ancient emperors of the Meiji period, that one day turned all the teachers from his country in fine. In addition to the titles of nobility, gave them properties and assured them wages well above average.We understand then: that initiative happened two hundred years ago, but was now generating consequences. Japan recovered from the war we lost, it was rebuilt and gave lessons to the world because it became a huge school.
Because a newspaper reported that a Northeastern professor at the high school receives U.S. $ 300 monthly. And of basic education, U.S. $ 60.. Does not transform them into counts. But we sure that, even without having lost a war, Brazil will never develop as teachers receive this misery.

Source: Carlos Chagas, the Press Tribune, October 17, 2005


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