Monumento a Pedro Álvares Cabral
Monumento
em bronze sobre pedestal de granito, com 10m de altura. Localizado no
largo da Glória, ereto de 1898 a 1900, a inauguração
da grande obra de Rodolfo Bernardelli, teve lugar no dia 03 de Maio
de 1900 por ocasião dos festejos comemorativos do 4º Centenário
do Descobrimento do Brasil. (Carlos Sarthou - As Estátuas do
Rio de Janeiro, Leo Editores, RJ).
Acervo
do professor Paulo Bodmer |
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Em
seu pedestal de alvenaria de 6 faces se encontra, além
de Pedro Álvares Cabral, mais 2 figuras da história:
o escrivão da frota, Pero Vaz de Caminha e Frei Henrique
Soares, de Coimbra, que celebrou a primeira missa em terras brasileiras,
em atitude de oração.
Pouco se sabe sobre Pedro Álvares Cabral até 1500,
quando D. Manuel I, rei de Portugal, confiou-lhe o comando da
segunda expedição portuguesa que mandou à
Índia: armada de 13 navios, com 1500 homens. Esta larga
de Lisboa a 9 de Março. Descobre as Terras de Vera Cruz
(Brasil) em 22 de Abril. Chega a Calecute a 13 de Setembro com
naufrágios de quatro naus. Em 1501, regressa ao Reino apenas
com 5 navios, embora transportando avultada carga de especiarias.
Já em 1502, ele recusa comandar outra expedição
à Índia. Quando chega a 1509 é afastado do
Paço e passa a viver em suas propriedades de Santarém.
Finalmente em 1515 é-lhe atribuída uma tença
como prêmio pela sua descoberta do Brasil que começa
a ser colonizado. Em 1518 Pedro Álvares Cabral recebe segunda
tença pela sua descoberta da Terra de Vera Cruz que muito
proveito está dando à Coroa. Morrerá talvez
em 1520. Será sepultado em Santarém, dentro da Igreja
da Graça em Campa rasa. |
Na década de trinta, por aí, costumava passear à
volta do monumento a ex-cortesã Suzanne Casterath, que morava
nas proximidades. Ela, já bem idosa, ganhou o apelido de “viúva
de Pedro Álvares Cabral”. Muita gente acreditava piamente
nisso e a cumprimentava.
“Neste
mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber,
primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras
serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos;
ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal
e à terra A Terra de Vera Cruz! (...)”.
(Extrato da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manoel)
http://www.studioamerica.com.br/
Monumento
ao Marechal Floriano Peixoto
Fundida em
Paris e inaugurada em 21 de Abril de 1910 na Praça Floriano, em
frente ao Teatro Municipal, o monumento tem 17m de altura e seu pedestal
se divide em 2 troncos: um simboliza um altar cívico, no centro
representando a figura de uma mulher e os laterais representam episódios
de alguns poemas nacionais; outro pedestal simboliza um Cenotafio, representando
o culto dos mortos. (Carlos Sarthou - As Estátuas do Rio de Janeiro,
Leo Editores, RJ).
Conhecido
como “Marechal de Ferro” por sua energia e “Consolidador
da República” por sua inflexibilidade ideológica,
foi um personagem de considerável penetração
popular por ter, entre outros feitos, adotado medidas contra a especulação
dos grandes proprietários de armazém, que monopolizavam
o comércio de alimentos. Eleito vice-presidente, em 1891,
com a renúncia do Marechal Deodoro em novembro do mesmo ano,
foi Presidente da República de 1891 a 1894. O governo de
Floriano assim como o de seu sucessor foi marcado por uma série
de turbulências políticas e cisões no interior
das forças armadas. A diferença clara entre os dois
presidentes era que o segundo sem dúvida era bem mais hábil
e convincente que o outro. Assim que assumiu, Floriano reabriu o
Congresso e procurou aliados lá dentro. Entre trocas de favores
e apoios ideológicos, Floriano conseguiu um mínimo
de apoio necessário para governar. Ficaram famosas suas frases
“ARepública não pode periclitar em minhas mãos”
e, quando o cônsul norte-americano perguntou-lhe como receberia
uma ajuda militar daquele país, altivamente respondeu “À
Bala!”. |
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Diário de Notícias. Monumentos da Cidade, Rio de Janeiro
- 1946 |
O
não-respeito ao artigo 42 da Constituição - "Se,
no caso de vaga, por qualquer causa, da presidência ou vice-presidência,
não houverem decorridos dois anos do período presidencial,
proceder-se-á à nova eleição" - provocou
fortes oposições principalmente entre aqueles que almejavam
o poder. Floriano não convocou as eleições e deixou
claro que se manteria no cargo até o final do mandato.
http://www.libertaria.pro.br
http://www.novomilenio.inf.br/
Monumento
comemorativo da abertura dos portos
Diário de Notícias. Monumentos da Cidade, Rio de Janeiro
- 1946 |
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Obra do escultor francês
Eugène Bénet, inspirada nas estátuas da praça
da Concórdia, de Paris. Possui 2 belas mulheres de bronze,
uma representando a “Navegação” e a
outra o “Comércio”, sobre pedestais de granito,
têm 3m de altura e ficam a 20m uma da outra. Localizadas
em frente ao Hotel Glória, na rua do Russel. (Carlos Sarthou
- As Estátuas do Rio de Janeiro, Leo Editores, RJ).
A transferência
da Família Real e de membros da Corte portuguesa de Lisboa
para o Rio de Janeiro, que ocorreu ante a iminência da invasão
francesa em Portugal, desencadeou uma série de transformações
no Brasil. A conhecida "Abertura dos Portos" suspendeu
os séculos de monopólio comercial português,
uma das bases do chamado Pacto Colonial. A franquia dos portos
teve importantes conseqüências, pois deu início
a um duplo processo: o da emancipação política
do Brasil e o seu ingresso na órbita de influência
inglesa. Assim, não obstante o seu caráter provisório,
a medida tornou-se irreversível, pois os grandes proprietários
não aceitariam a volta pura e simples à antiga condição
colonial. Além disso, essa camada dominante colonial contava
com o apoio da burguesia inglesa, a quem não interessava
o fechamento do mercado brasileiro.
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Foi
Vieira Souto, Diretor de Obras da Prefeitura, quem aterrou o “saco”
entre o Largo da Glória e a ponta do Russel; depois nele construiu
Pereira Passos a Av. Beira Mar, para ser uma continuação
da Avenida Central, que então se fazia. E por ocasião das
comemorações do Centenário da Abertura dos Portos,
a 28 de janeiro de 1908, fez o Governo colocar uma balaustrada na Praia
do Russel, bem como duas estátuas, distantes uma da outra. A primeira,
na direção do Flamengo, apresenta uma figura de mulher,
sentada sobre um bloco de bronze. Segurando com a mão esquerda
o símbolo do comércio e tendo a direita apoiada num escudo
onde. Em alto relevo, se desenha uma folha de louro: é o Comércio;
a segunda, do lado do Russel, é também uma figura de mulher,
segurando com a mão direita uma alavanca, tendo a esquerda apoiada
em uma âncora, tudo em bronze, simbolizando a Navegação.
Nos pedestais de granito a inscrição: “Abertura dos
portos - 28 de Janeiro de 1808”
http://www.culturabrasil.pro.br/encaminhamentoemancipacao
http://www.webhistoria.com.br/arqdirfont5 |