O Acervo Escultórico do Rio de Janeiro

 
pag 05


Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial

Inaugurado em 1960, numa área de quase 7 mil m2 em 3 planos: plataforma, patamar e subsolo. Nele encontra-se o túmulo do Soldado Desconhecido e o mausoléu com 468 jazigos. Guardado pelas três Forças Armadas do País, que se revezam às 12:00h do dia 1o. de cada mês, numa “rendição da guarda”, que se constitui num dos mais belos espetáculos cívico-militares da cidade.
(http://www.brasilchannel.com.br/capitais/)



http://www.exercito.gov.br
 

Localizado na Avenida Infante Dom Henrique, no Parque do Flamengo, na Glória, em frente à Praça Paris. Teve sua construção iniciada graças ao Marechal Mascarenhas de Moraes, em 24 de junho de 1957, terminando exatamente três anos depois e sendo inaugurado a 05 de agosto de 1960. É mais conhecido como Monumento dos Pracinhas. Seu projeto de construção foi de autoria dos arquitetos Hélio Ribas Marinho e Marcos Konder Netto, escolhido em concurso público nacional. O Mausoléu, pavimentado com granito de Ouro Preto, com as paredes laterais revestida sem quartzito verde e as do topo com granito preto, lustrado e mármore floresta serrado.

No patamar estão: o museu, jardim interior, lago artificial, 1 conjunto de mastros e 2 enormes painéis de cerâmica, feitos pelo artista Anísio Medeiros para homenagear as marinhas de guerra e mercante. A plataforma, de concreto armado, a 3m do solo, é atingida por monumental escadaria, com 30m de largura e 26 degraus. Tem o formato de um “L” maiúsculo e nela são encontrados: o pórtico monumental, inspirado nos monumentos funerários da pré-história; o painel metálico, representando a Força Aérea Brasileira; o túmulo do Soldado Desconhecido, com a pira eterna; a pirâmide triangular, com os nomes dos realizadores do Monumento; e, finalmente, o grupo escultórico, de autoria de Bruno Giorgi, homenageando as três Forças Armadas.

Na saída, encontra-se a seguinte escritura:
E enquanto subir os degraus rumo ao sol, certo de que na penumbra da cripta há mais luz do que no adro do Monumento, lembre-se de que aqueles homens, tão jovens e tão cheios de ardor pela Pátria, pela qual iriam morrer, cantavam esperançosos o estribilho da Canção do Expedicionário:
"Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá, sem que leve por divisa, esse "V" que simboliza a vitória que virá".
Daí por diante, compassivo a refletir, porém, grato, você dirá: glória eterna aos heróis de Monte Castelo, de Montese, de Camaiore, de Monte Prano, de Castelnuovo, de Zocca, Collechio, Fornovo di Taro; glória eterna ao homem da FEB, glória eterna a tantos que, traçando-o com seu sangue, acrescentaram ao rol das vitórias brasileiras, em seus quatro séculos de história e tradições nobres, mais essas peças de edificantes exemplos para a mocidade e para o futuro da Pátria.
LEMBREM-SE DO SOFRIMENTO.
LEMBREM-SE DA NEVE.
LEMBREM-SE DAS BATALHAS.
LEMBREM-SE DOS MORTOS.
LEMBREM-SE DOS VIVOS.
LEMBREM-SE DA VITÓRIA!

http://www.rioon.com/bairroseatrativos/
http://www.centrodacidade.com.br/
http://www.exercito.gov.br/


Monumento a Baden Powell

Inaugurado a 28 de julho de 1960, sendo o busto em bronze de B. P. obra do artista Vincenzo Larocca, de São Paulo. Em 1912 Baden Powell empreendeu uma viagem à volta do mundo para visitar os escoteiros de muitos países e em 6 de Agosto de 1920, B-P, foi proclamado e aclamado Escoteiro Chefe Mundial.

Robert Stephenson Smyth Baden Powell, o inventor do escotismo, nasceu na Inglaterra, a 22 de fevereiro de 1857. Seu pai era o Reverendo H. G. Baden Powell, professor em Oxford e pastor da igreja anglicana, já, sua mãe, Henriqueta Smith, era filha do Almirante inglês W. T. Smyth. Em 1870, ingressou na Escola Charterhouse, em Londres, com uma bolsa de estudos, pois ficara órfão pouco antes. Era um aluno médio, mas com grande propensão para o desenho, teatro, desporto (futebol) e ciências naturais. Ste, adorava passar horas a fio na pequena mata de Chaterhouse a observar e conviver com os animais e com as plantas. Aos 19 anos, colou grau e sonhava com novas aventuras e viagens, quis por isso ser missionário; sua mãe foi claramente contra e conseguiu convence-lo a não o fazer. Robert escolheu então a carreira militar. Partiu para a Índia, como subtenente do Regimento que formaria na célebre “Carga da Cavalaria Ligeira” na guerra da Criméia.

 

Foto de Arlene Matil

Aos 26 anos era Capitão. Em 1887, Baden Powell estava na África, participando da campanha contra os Zulus, e mais tarde contra as ferozes tribos dos Achantis e os selvagens guerreiros Matabeles. Os indígenas tinham-lhe tanto medo que lhe chamaram IMPISA – o lobo que não dorme; por causa da sua audácia, da sua habilidade de explorador e da sua perícia em seguir pistas. Promovido a Coronel em 1899, participou da Guerra dos Bôeres, comandando a defesa de Mafeking, durante seis meses, motivo pelo qual foi promovido a General de Divisão. Depois foi Inspetor Geral da força policial sul-africana. Com a experiência acumulada em tantas aventuras bélicas, fundou em 1908, o movimento de Escoteiros (Boy-Scouts) de grande valor educativo. No posto de Tenente-general, Baden Powell dedicou o resto de sua vida a ambos os empreendimentos, que foram adotados em muitos países, alcançando grande repercussão entre a juventude (Escoteiros) e a infância (Lobinhos), entre as moças (Bandeirantes) e as meninas (Fadas). Baden Powell escreveu: Campanha de Matabeles; Escotismo para Meninos; Aventuras e Acidentes, e muitos outros livros mais. Foi o autor da frase “O Escoteiro tem uma só palavra. Sua Honra vale mais do que sua própria vida”. Baden Powell morreu na Inglaterra, a 8 de janeiro de 1941 – pouco mais de um mês antes de completar 84 anos.

Carta aos Monitores

"Quero que vocês, Monitores, entrem em ação e adestrem suas Patrulhas inteiramente sozinhos e à sua moda porque, para vocês, é perfeitamente possível pegar cada rapaz da Patrulha e fazer dele um bom camarada, um verdadeiro Homem. De nada vale ter um ou dois rapazes admiráveis e o resto não prestando para nada. Vocês devem procurar fazê-los todos positivamente bons.
Para conseguir isso, a coisa mais importante é o próprio exemplo, porque, o que vocês fizerem, os seus Escoteiros também farão.
Mostrem a todos eles que vocês sabem obedecer às ordens dadas, sejam elas ordens verbais, ou sejam regras que estejam escritas ou impressas; e que vocês cumprem ordens, esteja ou não o Chefe Escoteiro presente. Mostrem que conseguem conquistar distintivos de Especialidades e, com um pouco de persuasão, os seus rapazes seguirão o seu exemplo.
Mas, lembrem-se que vocês devem guiá-los, e não empurrá-los.

Baden-Powell of Gilwell."

http://grupo206.netvisao.pt/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Baden-Powell


Monumento ao pintor Lasar Segall


Foto de Arlene Matil
 

Em 1960, o artista Liuba fez seu busto em bronze, o qual desde então está situado no jardim ao lado do hotel Gória. Lasar Segall morreu em São Paulo, a 2 de agosto de 1957. Era tio da famosa atriz de teatro Beatriz Segall.

Pintor moderno, nasceu na comunidade judaica de Vilna, capital da Lituânia, na época sob domínio da Rússia czarista, a 21 de julho de 1891, filho de Abel Segall e Esther Godes. Fez seus estudos primários em Vilna, sua cidade natal (hoje pertencente à Polônia). Aos 16 anos cursou o secundário na Alemanha.

Freqüentou a Academia de Belas Artes de Berlim, onde foi aluno de Mac Liebermann, e a de Dresden, que era o centro de arte naquela época e onde permaneceu até 1912. Nessa cidade realizou sua primeira exposição individual, em 1910. Numerosas exposições de seguiram por diversos países e em épocas diferentes. Fugindo da perseguição aos judeus movida pela Alemanha e a antiga União Soviética, refugiou-se no Brasil, se radicando em São Paulo. Em 1938, muitos de seus quadros foram destruídos pelos nazistas. Aqui, sua pintura expressionista triste e sem brilho ganhou luz e cor. Seus temas giravam entre o sofrimento dos judeus e a situação das classes menos favorecidas. Segall produzia telas de cunho social. Foi um dos pioneiros da arte moderna entre os e nunca deixou de elogiar as belezas de nossa terra. É dele a frase “O Brasil revelou-me o milagre da luz e da cor”. A 2 de agosto de 1957 falece em sua casa, vítima de moléstia cardíaca.

http://www.artcyclopedia.com/
http://en.wikipedia.org/
http://www.mac.usp.br/exposicoes/


<< anterior

[Esculturas]
próxima >>