Monumento a Alberto I, rei dos Belgas
Diário de Notícias. Monumentos da Cidade, Rio de
Janeiro - 1946 |
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O
pequeno monumento está localizado em Copacabana.Sobre um
baixo pedestal de cantaria, tendo dois degraus e 2,5m em cada
lado, ergue-se uma coluna de granito de quatro faces, no alto
da qual assenta o busto do rei, trajado com seu uniforme militar.
Alberto I, rei dos
belgas, nasceu em Bruxelas no ano de 1875. Sem ter nascido rei
e sem a pretensão de sê-lo, o acaso o colocou no
trono pela morte inesperada do seu irmão mais velho,
filho do conde de Flandres. Preparou-se para o seu cargo de
soberano, interessando-se por todos os detalhes da vida econômica
da Bélgica, por suas colônias e a população
trabalhadora. Possuía uma cultura sólida e agudo
espírito de reflexão e assim conseguiu depressa
a confiança do povo Belga.
Durante a conflagração européia, de 1914
a 1918 a figura de Alberto I ganhou excepcional relevo,pois
lutou valorosamente a frente de suas tropas. Vitima de um acidente
faleceu em 1934, sucedendo-o no trono o príncipe Leopoldo,
seu filho.
MONUMENTOS
DA CIDADE – REPORTAGEM PUBLICADA PELO DIÁRIO DE
NOTÍCIAS, 1946, RJ
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Monumento
da Amizade
A obra
do escultor americano Charles Keeke é uma peça
inteiriça, representando uma mulher de pé, sustentando
com a mão direita uma palma de louros e com a esquerda
os pavilhões americano e brasileiro, ornados por filhas
de louro. Na cabeça sustenta uma coroa de louros sobre
o barrete frígio. A estátua mede 4,20 m de tamanho
e pesa 8 toneladas.
Para testemunhar
o afeto dos EUA ao nosso país e por iniciativa da Amercia
Chamber of Commerce, na data da comemoração do
primeiro centenário da emancipação política
do Brasil, aquela instituição de classe americana
organizou uma comissão com o fim de angariar donativos
ao povo brasileiro. A estátua foi inaugurada na Praça
dos Estados Unidos, no cruzamento das avenidas Presidente Wilson
e Aparição Borges, a 4 de julho de 1931. Mais
tarde, em 4 de julho de 1942 foi reinaugurada na Praça
Quatro de Julho, em frente a Embaixada dos Estados Unidos.
O Monumento representa uma mulher de pé tendo na mão
direita uma palma de louros e na esquerda as bandeiras do Brasil
e dos Estados Unidos. No pedestal do monumento existem dois
medalhões com as efígies de Washington e José
Bonifácio e logo a seguir em letras de bronze diz: ‘Amizade
do povo americano ao povo brasileiro- 07/09/1822- 07/08/0922.’
MONUMENTOS
DA CIDADE – REPORTAGEM PUBLICADA PELO DIÁRIO DE
NOTÍCIAS, 1946, RJ
CARLOS SARTHOU - AS ESTÁTUAS DO RIO DE JANEIRO, LEO EDITORES,
RJ
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Acervo do professor Paulo Bodmer |
Monumento
a João Pandiá Calógeras

Acervo do professor
Paulo Bodmer |
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O
busto, em bronze, fundido na casa Gravina, assenta um pedestal
artisticamente trabalhado em granito preto polido. O monumento
mede 1,80m de altura. (Monumentos da Cidade – Reportagem
publicada pelo Diário de Notícias, 1946, RJ)
João
Pandiá Calógeras nasceu em 19.06.1870 no Rio de
Janeiro. Filho de Michel Calógeras e Júlia Ralli
Calógeras. Neto de João Batista Calógeras,
diretor da Secretaria de Estado nos Negócios do Império
e 1º Oficial do Gabinete no Ministério dos Negócios
Estrangeiros. João Pandiá Calógeras forma-se
engenheiro em 1890.
Eleito Deputado Federal por Minas Gerais diversas vezes, é
autor da Lei Calógeras, que regula a propriedade das minas.
Participa das III e IV Conferências Pan-Americanas e da
Conferência de Paz em Versailles
Ministro da Agricultura, Comércio e Indústria no
Governo Venceslau Brás, estuda a substituição
da gasolina pelo álcool, as reservas de riquezas naturais
e promove o início do crédito agrícola. Ainda
no Governo Venceslau Brás, assume a pasta da Fazenda. Reorganiza
o Banco do Brasil e combate fraudadores.
No Governo Epitácio Pessoa é nomeado Ministro da
Guerra. Cria o Código de Organização Judiciária
e do Processo Militar, organiza as esquadrilhas de aviões
de observação, bombardeio e caça e intensifica
a construção de quartéis pelo país.
Historiador, geógrafo, escritor e jornalista, em 1933 recebe
a maior votação no país para deputado: é
eleito por Minas Gerais para participar da Assembléia Constituinte
Federal. Morre em 21.04.1934, em Petrópolis.
http://www.casaruibarbosa.gov.br
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