ENTREVISTAS COM COLECIONADORES

Paulo Berger

Paulo Berger, brasileiro, natural da cidade do Rio de Janeiro, foi, talvez, o mais amigo e o maior cooperador dentre os colecionadores entrevistados. Abriu muitas vezes as portas de sua casa e colocou à disposição tudo o que possuía sobre o assunto. O vasto e precioso material, muito bem organizado e acondicionado em álbuns, foi xerocado e examinado em vários momentos. É um senhor colecionador e um grande conhecedor de EX LIBRIS.

- Qual a sua profissão?
- Sou médico aposentado.

- Quando e como iniciou a sua coleção?
- Iniciei a minha coleção há 20 anos.

- Qual a quantidade de EX LIBRIS que possui?
- Possuo atualmente 800 Ex Libris.

- Que tipo de EX LIBRIS coleciona?
- Eu coleciono todos os tipos de Ex Libris Brasileiros, mas não os estrangeiros. A maior dificuldade que eu tive em fazer o meu catálogo, foi de identificar os desenhistas dos Ex Libris, que é muito difícil, às vezes o sujeito põe uma sigla, ou uma letra, ou um desenho e você fica sem saber se é letra, sigla, ou desenho.

- Qual a sua definição de EX LIBRIS?
- É o que o próprio nome diz, é o título de propriedade do livro, que o sujeito coloca no livro para identificar sua propriedade.

- Qual o mais antigo EX LIBRIS de seu conhecimento?
- Ex Libris mais antigo que eu conheço, através de leitura, é o de Alberto Dürer. O meu mais antigo, é uma etiqueta tipográfica de 1860. Eu também conheço o Jorge de Oliveira, que é desenhista de Ex Libris em Santa Catarina. Ele tem uma relação de 200 Ex Libris, eu tenho 60 Ex Libris dele.

- Possui EX LIBRIS próprio?
- Sim, tenho meu Ex Libris próprio.

- Quem projetou?
- Roberto Puschmann.

- Que tipo de material utilizou?
- Papel nas cores branco e creme.

- Quem produziu o seu EX LIBRIS?
- Roberto Puschmann.

[Entrevistas]