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O SÉCULO DE LA FONTAINE

La Fontaine (1621-1695) viveu no faustoso século de Luis XIV, século de esplendor literário e artístico. Tentou diversos gêneros literários: canções, poemas, dramas; mas só na Fábula triunfou completamente. Era espirituosos, delicado e amorável. Diz-se que a sua vocação de poeta despertou aos 23 anos, quando ouviu uma ode Malherbe.
Tendo se separado da esposa, dedicou-se inteiramente a literatura, a partir de 1672.
Foi protegido pelo banqueiro Fouquet, o Magnífico, e teve outros protetores e relações notáveis: Moliére, senhora de Sévigné, Turenne, príncipe de Conti, Condé, La Rochefoucauld, duqueza de Orleans, senhora de La Sabliére, senhora d`Hervart, etc.

Mário Gonçalves Viana

 

A verdade zoológica

O que faz o supremo encanto de La Fontaine como fabulista, o que constitui a sua imensa superioridade sobre todos os que antes e depois dele trataram este mesmo gênero, não é decerto a originalidade, porque raríssimas serão as fábulas cuja idéia ele não houvesse encontrado em Esopo e em Fedro , nos fabulários da idade-média, ou nos contos italianos, não é também a beleza excepcional do estilo, nem a pureza da metrificação, bastante desleixada às vezes. O que constitui o seu encanto supremo é a vida potente que ele sabe dar a todos esses animais que se movem no imenso tablado da natureza, que falam a linguagem que ele lhes presta, obedecendo a paixões que lhes atribui. É que os seus personagens tem, a um só tempo, a verdade humana e a verdade zoológica.

Pinheiro Chagas


Algumas fábulas

1 - O Lobo e o Cordeiro
2 - O sol e as Rs
3 - O Corvo e a Raposa
4 - A R e o Boi

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